Termina greve na Unifesp de Guarulhos

Os professores do câmpus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram anteontem terminar a greve e voltar às aulas. O câmpus está sem atividades desde março, quando os estudantes iniciaram uma paralisação, dois meses antes de os docentes cruzarem os braços.

REINALDO ADRI , ESPECIAL PARA O ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h07

De acordo como o diretor acadêmico da Unifesp Guarulhos, Marcos Cezar de Freitas, na quinta-feira serão debatidas duas questões: quando as aulas de fato recomeçarão e como ocorrerá a reposição dos dias perdidos.

Freitas afirma que a decisão pelo fim da greve dos professores foi tomada porque os docentes consideram que o ano letivo já foi bastante prejudicado.

Segundo Virginia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp), a situação nos outros câmpus continua igual.

Virginia afirma que os professores acreditam que a melhor maneira de responder à crise é retomando as aulas, já que o calendário em Guarulhos foi mais prejudicado que o dos outros câmpus, onde a greve começou meses depois.

A presidente da Adunifesp, no entanto, diz que a decisão de retomar as aulas não significa discordância do movimento nacional. "A gente respeita a decisão das assembleias."

A volta às aulas ainda depende da decisão dos estudantes. O aluno Micael Melchiori, da comissão de comunicação do comando de greve, diz que a questão também será debatida na próxima semana. "Até quinta-feira, a gente continua em greve", diz.

Uma das reivindicações parece longe de ser atendida, pois a congregação do câmpus decidiu pela prorrogação da licitação para a construção do prédio principal, que nunca saiu do papel.

Neste mês, o Estado mostrou que parte dos professores da Unifesp pediu à reitoria da universidade a saída do câmpus de Guarulhos e uma mudança para a região central de São Paulo, onde há mais infraestrutura. Um dossiê com esse pedido foi entregue ao reitor, Walter Albertoni. Esta foi a primeira vez que a insatisfação com o câmpus foi oficializada.

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