Terminal da Petrobrás é multado em S. Sebastião

O Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), da Transpetro/Petrobrás, foi multado ontem pela prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, por causa de um vazamento de óleo ocorrido domingo dentro de suas instalações. O óleo chegou até um córrego próximo.

REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO, SÃO SEBASTIÃO, O Estado de S.Paulo

20 Março 2012 | 03h01

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente aplicou três autuações, de R$ 5 mil cada, valor máximo permitido pela lei ambiental do município. A estatal não divulgou o volume vazado e posteriormente recolhido. Em 9 de fevereiro, o Tebar também registrou um vazamento de óleo, decorrente do rompimento de um duto dentro das instalações.

O Córrego do Outeiro começa dentro do terminal, corta o bairro Vila Amélia, o centro da cidade e passa por casas, escolas, creches, um posto de combustível, um pronto-socorro municipal e a prefeitura, desaguando nas águas pluviais do terminal.

Ontem, equipes da Petrobrás colocaram boias de contenção nos 500 metros do córrego que cortam o centro para evitar que o óleo atingisse o mar.

Segundo o secretário do Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipolito do Rego, o vazamento provocou danos à flora e à fauna marinha. "Vi dezenas de peixes mortos agonizando no óleo", relatou. Rego afirmou que uma área de manguezal, na zona portuária, também foi atingida.

Rego disse que o desastre será levado em conta durante a renovação do licenciamento ambiental do Tebar, que está vencido desde 2010. "Apuramos que houve uma falha operacional infantil num local de armazenamento de água. Se uma situação tão simples resultou em um vazamento, imaginamos como devem ser operações mais complexas."

Tragédia. O forte cheiro provocado pelo óleo no domingo assustou os moradores, principalmente os mais antigos. Eles se relembraram a tragédia de 1984, quando um vazamento semelhante, no mesmo local, provocou um incêndio de grandes proporções. Pessoas morreram e casas e carros foram destruídos.

Em nota, a Transpetro informou que "um pequeno volume de água oleosa atingiu o córrego e foi totalmente recolhido pelas equipes". Afirmou também que as causas do incidente estão sendo investigadas. Procurada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) não se manifestou até a noite de ontem.

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