Terremoto deixa pelo menos 65 mortos na Nova Zelândia

Um terremoto atingiu a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta terça-feira, causando a morte de pelo menos 65 pessoas. A previsão é que o número de vítimas aumente à medida que as equipes de resgate removam os escombros de casas e prédios que desabaram.

REUTERS

22 de fevereiro de 2011 | 07h23

As equipes trabalharam durante toda a noite para resgatar pessoas presas nos destroços por toda a cidade, a segunda maior da Nova Zelândia.

Esse foi o segundo terremoto em menos de cinco meses em ChristChurch e o pior desastre natural na história do país.

"Nós bem podemos estar testemunhando o dia mais sombrio da Nova Zelândia... Até o momento, o número de mortos está em 65 e pode subir", disse o primeiro-ministro neozelandês, John Key, à TV local.

"É difícil descrever. O que era uma cidade vibrante algumas horas atrás agora está de joelhos", acrescentou Key, que viajou para Christchurch, sua cidade natal e onde tem parentes.

O sismo de magnitude 6.3 atingiu a cidade às 12h51 (20h51 em Brasília) a uma profundidade de apenas 4 quilômetros, segundo o site do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A TV local mostrou corpos sendo retirados dos escombros, espalhados pelo centro.

Ao contrário do tremor do ano passado, que ocorreu de manhã cedo, quando as ruas estavam vazias, nesta terça-feira as avenidas, lojas e escritórios do município de quase 400 mil habitantes estavam cheios de gente, por ser a hora do almoço.

O prefeito da cidade, Bob Parker, comparou a situação da cidade a uma zona de guerra. Inicialmente ele disse que cerca de 200 pessoas podiam estar presas nos escombros, mas depois revisou o número para 100.

(Por Gyles Beckford)

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