Terremotos no Ceará fazem famílias dormirem em barracas

Cinco famílias de Sobral tiveram suas casas atingidas pelos tremores; quatro terremotos já ocorrem neste ano

Carmen Pompeu, da Agência Estado,

19 Fevereiro 2008 | 18h42

Assustadas com uma sucessão de tremores de terra que estão acontecendo no norte do Ceará, cinco famílias de Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza, passaram a dormir em barracas de lona cedidas pela Defesa Civil do Estado. Quatro terremotos já ocorreram neste ano.   As casas dessas famílias tiveram as paredes rachadas por causa do mais forte deles, de 3,5 graus da escala Richter - que varia de zero a nove graus -, registrado na noite de sábado, 16, em 13 municípios cearenses e em parte do Piauí.   Em menor intensidade, o fenômeno foi sentido novamente na tarde de segunda-feira, 18, no distrito de Jordão, em Sobral e em Alcântaras. Em janeiro, Jordão já havia registrado um abalo sísmico de 2,5 graus.   No período do carnaval, aconteceram tremores em Jordão e Meruoca, de 3 graus.   Técnicos do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que monitora a região nordestina, estão no Ceará. Eles avaliam o fenômeno que vem se repetindo em Sobral, Alcântaras e Coreaú.   De acordo com o técnico da UFRN, Eduardo Alexandre de Menezes, numa primeira análise, os tremores são decorrentes dos movimentos tectônicos.   Segundo ele, o fenômeno ocorre em função da acomodação das camadas internas da crosta terrestre, em função do movimento de rotação - volta que a Terra dá ao redor do seu eixo.   Não há razão para pânico porque os terremotos são considerados de pequena magnitude, afirmou Menezes.   Os técnicos avisam ainda que novos tremores vão acontecer, pois Sobral fica numa área onde há um sistema de falhas geológicas.    Durante os tremores, recomenda-se que as pessoas se protejam sob uma mesa resistente.

Mais conteúdo sobre:
terremotosCeará

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.