Terreno de futuro Parque Tecnológico sofre com abandono

Atraso no início de obras e mudanças no projeto inicial do governo do Estado de São Paulo provocam degradação em um terreno de 46 mil metros quadrados no Jaguaré, zona oeste da capital, onde deve ficar o novo Parque Tecnológico São Paulo-Jaguaré, prometido desde 2002. No local, bem ao lado da Universidade de São Paulo (USP), funcionou até 2010 o Museu da Tecnologia de São Paulo - na época, o museu foi desalojado às pressas e uma das justificativas era de que as obras logo começariam. Mas, até hoje, não iniciaram.

VITOR HUGO BRANDALISE, Agência Estado

14 Dezembro 2012 | 08h41

Depois de quase três anos sem ser usado, o prédio onde o museu funcionou por quatro décadas, entre 1974 e 2010, já apresenta sinais de abandono. Há rachaduras nas paredes, problemas de umidade e infiltração nos forros e rombos na cerca, que também apresenta sinais de ferrugem. Apesar dos seguranças que tomam conta da área, o tamanho do terreno sem uso também favorece a presença de usuários de drogas, segundo comerciantes dos arredores.

"Entristece ver o prédio em que funcionamos por mais de 40 anos assim. Prefiro nem passar na frente", disse o presidente da Fundação Museu da Tecnologia, Kurt Federico Rüger. "É uma pena, pois o projeto de polo de tecnologia parece interessante."

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento afirma que o atraso se deu por causa de "readequações do projeto inicial", que previa a construção de uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) do Centro Paula Souza no local - e não faz parte do novo projeto. Segundo a secretaria, as obras do Parque Tecnológico devem começar no ano que vem e a reforma do prédio do antigo museu será a primeira medida tomada. A obra está orçada em R$ 15 milhões e deve ser finalizada em nove meses, a partir do início das obras, segundo o governo.

Acervo

Na época em que o termo de concessão de uso do espaço expirou, o maior temor dos integrantes da Fundação Museu da Tecnologia era o destino a ser dado ao acervo de 150 peças que contam a história do desenvolvimento tecnológico em São Paulo - o maior destaque era um avião DC-3 de 1946, que, colocado ao lado do prédio, tornou-se marca do museu.

Mas a solução encontrada contentou a todas as partes: as peças foram cedidas em comodato ao Museu Catavento, na região central de São Paulo, onde estão até hoje. Boa parte da área externa do Catavento é decorada por peças emprestadas pelo Museu da Tecnologia - entre elas, o avião, locomotivas e carruagens do século 19.

"Essa parte externa do Catavento ficou bem montada, as crianças adoram", disse Rüger. "Agora, a torcida é para que o terreno onde antes ficava o museu também seja bem aproveitado." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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