Testemunha acusa 'vampiro' de Prudente de satanismo

'Vlad' justificaria os ferimentos em seu próprio corpo dizendo que tinha lutado contra demônios no cemitério

SANDRO VILLAR, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 18h34

A polícia de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, chamou na quinta-feira, 8, para uma conversa informal uma testemunha-chave do caso de vampirismo registrado na cidade. Por motivo de segurança, ela se identificou apenas com o prenome Vanessa. A mulher, de 27 anos e grávida de sete meses, acusou o "Vampiro Vlad" - o ajudante geral Vandeir Máximo da Silva - de vampirismo e satanismo. Segundo ela, ele não é o pai de seu filho.Silva é suspeito de ter atacado pelo menos 17 jovens, entre meninos e meninas de 13 a 17 anos, e de ter chupado o sangue das vítimas, com o consentimento delas.Vanessa disse que conhece Silva muito bem e negou que seja sua seguidora. Também afirmou não participar da comunidade Anjos Rebeldes, liderada por ele. "Vanessa confirmou o vampirismo e disse que várias vezes viu o rapaz todo arrebentado e ensangüentado", contou o delegado Dirceu Gravina, titular do 4.º Distrito Policial e responsável pelo caso.De acordo com a descrição do policial, citando a moça, Silva justificava os ferimentos dizendo que "tinha lutado contra os demônios no cemitério". Também de acordo com o delegado, Vanessa confirmou que o ajudante a fotografou sem a autorização dela. "Ele fez as fotos como se ela fosse a tal Rainha Athenis, as fotos na Internet são dela", afirmou Gravina.Vanessa, o marido e três filhos do casal chegaram a morar na mesma casa ocupada por Silva. "A família morava nos fundos, na edícula, eles se conheciam bem, mas Vanessa é vítima", disse o delegado.Ao contrário do que diz Silva, que desmentiu as acusações, a moça contou que o que está nos jornais sobre ele "é tudo verdade", segundo Gravina. Ela deveria ter voltado à delegacia hoje para depor, mas não compareceu."Talvez por causa da gravidez, Vanessa passou mal durante a nossa conversa e, por isso, não voltou."

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