Testemunhas dizem que avião acidentado voava baixo

O avião monomotor Cessna-150 (prefixo PR-LTB), foi obrigado a pouso forçado, numa avenida de Goiânia (GO), na manhã desta quinta-feira. Os dois pilotos que ocupavam a aeronave foram resgatados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, e sobreviveram com ferimentos leves. Wellington Gonçalves Pessoa (28) e Jonas Porta Netto (26) relataram sentir uma vibração após decolar, do Aeroclube de Goiânia, distante 10 quilômetros do local onde pousaram.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

02 de agosto de 2012 | 19h56

Além de avisarem a Base Aérea da Força Aérea Brasileira (FAB), em Anápolis (GO), tentaram aterrissar numa avenida em construção. Testemunhas disseram que o monomotor voava baixo, antes da tentativa de pouso na avenida seguido de choque contra um barranco, e virar de ponta-cabeça. "O avião passou rente àqueles fios (rede de alta tensão)", apontou a dona de casa Aline Sodré. "A pancada no montão fez um barulho muito alto", contou Juscimar Brito.

O monte de terra foi empregado como barreira, pelos construtores, para impedir o tráfego durante as obras. Após o choque, o Cessna-150 virou com as rodas para cima.

Além da hélice, o capô, portas e a parte superior do motor no avião, ocorreram diversos outros danos e avarias. "Deve ter acontecido alguma coisa, antes da tentativa de pousar na avenida", disse o piloto Wellington Pessoa ao Corpo de Bombeiros. O outro piloto, Jonas Netto, definiu o acidente como "um susto". Ele foi submetido a uma tomografia.

A área em que pousaram é densamente povoada. Um dos bombeiros disse que os pilotos demonstraram perícia, experiência e frieza durante o acidente. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado pela FAB, para investigar o acidente. A afirmação é de um diretor do Aeroclube de Goiânia, que auxiliou no isolamento da área, e disse não ter informações oficiais sobre a provável causa do acidente.

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