Thor entrega carteira de habilitação à Justiça

Justiça determinou a suspensão por um ano da carteira de habilitação do jovem para 'garantia da ordem pública'

Clarissa Thomé, Agência Estado

17 Maio 2012 | 18h22

Atualizado às 19h06.

RIO DE JANEIRO - A juíza da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, Daniela Barbosa Assumpção de Souza, aceitou o pedido do Ministério Público para processar por homicídio culposo Thor Batista, de 20 anos, filho do empresário Eike Batista. Ela determinou ainda a suspensão por um ano da carteira de habilitação do jovem. Thor entregou o documento na tarde desta quinta-feira, 17, ao Detran.

Thor Batista atropelou e matou, em 17 de março, o ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, na Rodovia Washington Luis, em Xerém, Baixada Fluminense. A perícia determinou que o filho do empresário estava a 137 km/hora, acima do limite máximo permitido para a via, 110 km/h. Ele foi denunciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e tem dez dias para apresentar a defesa. Se for condenado, poderá cumprir pena de detenção de dois a quatro anos, em regime semiaberto ou aberto.

Para suspender a habilitação, a juíza levou em consideração o fato de Thor ter cometido várias infrações de trânsito em dois anos. "Verifica-se que a medida pleiteada se faz necessária para a garantia da ordem pública, uma vez que o denunciado obteve a sua primeira habilitação para conduzir veículo automotor em 16 de dezembro de 2009, ou seja, há pouco mais de dois anos e, nesse período, teve anotadas em seu prontuário onze infrações de trânsito, sendo nove por exceder a velocidade máxima permitida para a via por que transitava", escreveu.

Ela lembrou ainda que, depois do acidente, o jovem praticou nova infração de trânsito - dirigir veículo sem a placa dianteira -, o que provocou a apreensão de sua Ferrari 458 Italia, na semana passada. Daniela Barbosa Assumpção de Souza determinou o período de suspensão de um ano, "tendo em vista a quantidade e a gravidade das infrações praticadas"

A assessoria de Imprensa dos advogados de Thor Batista, Marcio Thomaz Bastos e Celso Vilardi, voltou a divulgar hoje o mesmo comunicado divulgado na véspera, quando o Ministério Público ofereceu a denúncia. De acordo com o texto, os advogados consideram "que o processo penal é um equívoco e comprovarão a inocência de Thor Batista".

Ao longo do dia, nem Thor nem o pai comentaram a decisão judicial no Twitter, ao contrário do que vinham fazendo desde março, quando ambos passaram a usar o microblog como ferramenta para defender Thor. O último comentário sobre o caso foi postado em 10 de maio, quando o rapaz bateu boca com uma internauta e escreveu que a sua carteira de habilitação continua válida "até o dia em que o Detran instaurar um processo".

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