TIM quer triplicar receita da Intelig

Meta é, em três anos, levar empresa a um faturamento de R$ 2,1 bilhões

Natalia Gómez, O Estadao de S.Paulo

16 Dezembro 2009 | 00h00

A TIM, terceira maior empresa de telefonia móvel do País, anunciou ontem a conclusão da compra da Intelig. O conselho de administração da TIM aprovou na segunda-feira a incorporação da empresa de longa distância. Serão emitidos R$ 516,7 milhões em ações da TIM, para realizar a operação. A assembleia de acionistas para aprovar a incorporação da TIM e o aumento de capital está marcada para o próximo dia 30. Além do pagamento em ações, a operadora celular assumirá US$ 70 milhões da dívida financeira da Intelig.

"A Intelig vai ser a grande alternativa aos monopolistas de mercado, como era o plano inicial da empresa", disse Luca Luciani, presidente da TIM. A operadora celular quer triplicar a receita da Intelig em três anos, passando de R$ 700 milhões em 2009 para R$ 2,1 bilhões. Segundo Luciani, a Intelig tem uma receita baixa atualmente em comparação com seu potencial e aos seus concorrentes de mercado porque ficou seis anos sem receber investimentos.

A TIM espera concluir a integração da Intelig num prazo de 100 dias. O executivo afirmou que a compra da Intelig permitirá à TIM avançar no segmento de transmissão de dados, que demanda uma infraestrutura fixa, como a Intelig oferece. "A Intelig tem 500 mil quilômetros de fibras ópticas no País", disse. O uso da estrutura da Intelig reduzirá o aluguel de circuitos por parte da TIM, gerando sinergias de R$ 250 milhões ao ano. A empresa projeta um retorno do investimento em menos de três anos.

Apesar da integração de redes, a TIM planeja manter a operação da Intelig independente, para não perder o foco em telefonia fixa. O executivo também quer manter a equipe da Intelig, que garantiu bons resultados mesmo sem investimentos nos últimos anos.

Em 18 meses, a TIM terá de escolher se mantém o código de seleção da prestadora 41 ou se adota o código 23 da Intelig para longa distância, segundo determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo Luciani, a opção será feita após um estudo de reconhecimento de marca com os consumidores. A marca Intelig será mantida por ser "muito forte".

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