Tiroteio em restaurante deixa 4 mortos em BH

Dois homens que se passaram por policiais e estavam armados com uma pistola e uma submetralhadora de uso restrito provocaram um tiroteio em um restaurante de Belo Horizonte que terminou com quatro mortos e quatro pessoas feridas, uma delas em estado grave. O crime aconteceu no fim da noite de domingo, quando ocorria um show de pagode no estabelecimento no bairro São Geraldo, na região leste da capital.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 17h29

A polícia acredita que o crime seja um acerto de contas contra Vitor Leonardo dos Santos Souza, de 28 anos, que já havia sido preso por homicídio, era suspeito de outros crimes e foi o primeiro a ser morto. Além dele, Mara Lúcia da Silva e César Augusto dos Santos Brito, ambos também de 28 anos, morreram no tiroteio.

Segundo o tenente-coronel Robson José de Queiroz, comandante do 16.º Batalhão da Polícia Militar (BPM), os suspeitos tentaram fugir em uma moto, mas foram encontrados por policiais e, durante a troca de tiros, um dos acusados foi baleado. De acordo com a PM, Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, de 22, carregava a submetralhadora e morreu antes de dar entrada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS). O outro atirador fugiu, assim como um terceiro homem que estaria em um carro. "Tudo indica que foi realmente um acerto entre gangues. Parece que as outras pessoas não tinham nada a ver com o caso", observou Queiroz.

No restaurante onde estavam cerca de 120 pessoas foram baleados ainda Eloá Alves de Oliveira, de 22, que até a tarde de ontem permanecia internada em estado gravíssimo no HPS; Carlos Martins Dias, de 29, já liberado da mesma unidade; Kelly de Souza, de 25, e Otávio Henrique Caldas, de 29, que foram internados no Hospital Odilon Behrens e permaneciam estáveis.

O proprietário do restaurante, o tenente reformado da PM Eduardo Peixoto disse que se assustou com a quantidade de tiros e temeu que a tragédia causada pela dupla fosse ainda maior. "Depois de atirar no Vitor, o cara que estava com a submetralhadora girou e achei que ele fosse atirar em todo mundo. O lugar estava cheio na hora", contou o ex-militar, que disse já pensar até em fechar o estabelecimento, inaugurado há pouco mais de um ano.

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