Todos se renderam ao Miojo

Lámen instantâneo chegou ao Brasil pelas mãos de um empresário chinês, que conheceu o produto no Japão

24 de novembro de 2007 | 16h11

A palavra Miojo ainda não está no dicionário, mas já é sinônimo de macarrão instantâneo. "O Miojo, além de ser um produto, é um comportamento", diz Cristiane Sato, autora do livro Japop, que dedica um tópico inteiro ao raamen, como é conhecido no Japão. O lámen instantâneo, que fica pronto em apenas três minutos, foi inventado em 1958 por Momofuku Ando, que ainda criou o Cup Noodles, em 1971, uma versão do macarrão vendida num pote, que dispensa a panela no preparo. Ando morreu em 5 de janeiro, aos 96 anos - a última vinda dele ao Brasil havia ocorrido em 1998. Além de a visita às fábricas ser um costume dele, a presença do dono da Nissin em terras tupiniquins tinha razão de ser: o País ocupa a 10.ª posição mundial no ranking de consumidores do lámen, o fast-food japonês por excelência. Só fica atrás do próprio Japão, da China, da Rússia, dos Estados Unidos e de cinco países asiáticos.  Fabricado por aqui desde 1965 - primeiro em São Paulo e, depois, em Ibiúna -, o lámen instantâneo chegou ao Brasil pelas mãos de um empresário chinês, que conheceu o produto no Japão e o batizou como Miojo (aportuguesamento de myõjõ, que significa estrela brilhante). Na época, enlatados e congelados eram raros nos mercados e havia carência de produtos para preparo imediato.  Isso explica o sucesso que o macarrão - inicialmente destinado à colônia japonesa - fez entre os não-descendentes. Tanto é que, quando a Nissin decidiu se estabelecer no Brasil, manteve a marca Miojo. As crianças estão entre os principais consumidores do macarrão e a empresa desenvolveu uma linha especial para elas, estrelada pelos personagens da Turma da Mônica.

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