Torcida policia jogadores na balada. 'Não devemos sair', diz Diego Souza

Diretores de futebol e treinadores não se cansam de dizer que os jogadores estão livres para fazer o que quiserem nas suas folgas. No Palmeiras, festas e baladas estão proibidas até o término do Campeonato Brasileiro. O pedido não veio da cúpula alviverde e não há nenhuma ordem no clube. É a torcida quem está policiando os atletas e alguns deles concordam com a norma. "A situação não está para saídas", disse Diego Souza.

, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

Torcedores estão irritados com as últimas atuações do time e acusam jogadores - Vagner Love e Lenny, principalmente - de estarem constantemente em boates. Integrantes da Mancha Alviverde dizem ter um vídeo em que Love deixa uma casa noturna horas antes de um treino matutino, na véspera do jogo contra o Fluminense (derrota por 1 a 0, no Rio).

"Eles (torcida) estão certos em "caçar" os baladeiros. Não podemos nos expor nas baladas", falou Diego Souza. "A gente não está conseguindo vencer e sabemos como o torcedor é apaixonado. Por mais que algum jogador não sinta a derrota, acho que não deve sair. Eu, quando perco, não consigo nem dormir direto. Temos de respeitar o torcedor."

O time viajou ontem para Itu, onde treina até sábado. No domingo, o confronto é contra o Atlético-MG, no Palestra Itália.

EM CAMPO NÃO

Diego Souza lamenta a saída dos brigões Maurício e Obina, que trocaram agressões em Porto Alegre na semana passada, na derrota de 2 a 0 para o Grêmio. Para o camisa 7, o maior erro dos atletas foi eles terem brigado em campo. "Eu já vi coisas 50 vezes piores no vestiário. Mas aí os jogadores voltam para o gramado "pianinhos"", contou. "Você não precisa ser amigo de ninguém. Mas ao entrar em campo tem de saber que aquilo é trabalho."

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