Tortelier afirma estar vivendo ''no melhor dos mundos''

"Eu trabalho melhor em equipe e isso, acredito, me torna bastante diferente de meu antecessor", disse ontem o maestro francês Yan Pascal Tortelier após ser confirmado como regente titular da Osesp. "Estou muito otimista com relação à orquestra e ao trabalho que vamos fazer em conjunto. Será bom trabalhar com alguém como o Arthur (Nestrovski) supervisionando todo o processo."

João Luiz Sampaio, O Estadao de S.Paulo

09 Dezembro 2009 | 00h00

Tortelier afirmou ainda que 2009 foi um ano de transição, "em que eu precisei me apresentar para a orquestra e também compreendê-la". "Uma orquestra é um instrumento humano. E nisso está sua beleza e sua dificuldade. Mas acredito sinceramente que as fundações de nossa relação foram honestas e genuínas." Segundo Fernando Henrique Cardoso, ao deixar de ser interino e passar oficialmente a ocupar o posto de regente titular, Tortelier tem um "condição mais estável" perante a orquestra e os músicos, inclusive com maior participação na programação.

"Para mim, de certa forma, este é o melhor dos mundos. Ao longo de 40 anos de carreira, trabalhei muito com conjuntos anglo-saxônicos e isso sempre me deixou um pouco frustrado. Agora, recebo a oportunidade maravilhosa de experimentar a ética de trabalho de um conjunto latino, com um sabor diferente. Fico feliz em pensar que, numa idade em que muitos consideram a aposentadoria, eu me sinto como se estivesse começando de novo, do zero. Uma nova porta se abriu para mim. E acho que temos todos condições de levar a Osesp a novos patamares", disse.

Tortelier chegou na manhã de domingo a São Paulo e foi detido após se desentender com agentes da imigração brasileira ao reclamar das filas de controle de passaporte. Sobre o assunto, diz que houve exagero na hora de recontar a história. "A maneira como esse caso foi divulgado é sinal dos tempos em que vivemos, onde você consegue encontrar a informação que bem entender na internet. O que aconteceu foi que apenas comentei com um oficial um tanto duro que considerava ruim o tamanho da fila, em especial porque as outras, destinadas a brasileiros e tripulantes, estavam vazias. Eu disse que o procedimento poderia ser melhorado, até mesmo tendo em vista o fato de que o Brasil está se preparando para receber dois eventos de expressão internacional, uma olimpíada e uma copa do mundo de futebol. Depois, acabei conversando com uma moça encantadora e foi tudo resolvido. Acho que posso até ter ajudado com minhas sugestões. O resto é fofoca. Não há dúvida nenhuma quanto a isso."

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