Total de internautas com banda larga sobe 53% no País

O número de usuários de internet com banda larga no País apresentou crescimento de 53% nos últimos 12 meses. De acordo levantamento do IBOPE/NetRatings, em abril, 18,3 milhões dos internautas (82% do total) navegaram por banda larga. No mesmo período do ano passado, o número correspondeu a 11,9 milhões. O Brasil apresentou em abril o maior aumento entre os dez países monitorados pela pesquisa: no mês, 22,4 milhões de pessoas usaram a internet residencial, 41,3% mais que os 15,9 milhões de abril de 2007. O tempo médio de navegação por pessoa - 22 horas e 47 minutos - representou um crescimento de 4,9% na mesma base de comparação. O número médio de páginas abertas por usuário foi de 1.868 no mês.O País continua com o maior consumo individual de internet domiciliar, tanto em tempo de navegação quanto em média de páginas por pessoa. Os países que mais se aproximaram do Brasil em tempo de navegação no mês foram a França, com 20 horas e 12 minutos, e os Estados Unidos, com 19 horas e 33 minutos por usuário. Em consumo de páginas, o internauta residencial francês também foi o que mais se aproximou do brasileiro, abrindo 1.765 páginas. No relatório relativo aos últimos três meses de 2007, a IBOPE/NetRatings contabilizou um total de 34,1 milhões de pessoas que moram em residências em que há computador com internet. Quando considerados todos os ambientes (residência, trabalho, escolas, lan houses, bibliotecas, telecentros) o número vai para 40 milhões.Na avaliação do analista de mídia do IBOPE/NetRatings, José Calazans, o elevado consumo de páginas de internet no Brasil está diretamente relacionado à afinidade dos brasileiros com as redes sociais. A categoria de sites de relacionamento foi a que apresentou maior média de visitas no mês, e o consumo coincide com os períodos de maior crescimento da audiência desses sites, sobretudo entre internautas mais jovens. Calazans também destacou o crescimento do uso de redes sociais pelos adultos, maiores usuários de sites de bancos e de comércio eletrônico. "As empresas devem aproveitar o potencial das comunidades online para melhorar sua relação com esse público, que em geral tem mais renda e apresenta maior probabilidade de conversão em consumidores", recomendou.

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