Trabalhadoras humanitárias espanholas são sequestradas no Quênia

Homens armados levaram na quinta-feira duas trabalhadoras humanitárias espanholas de um campo de refugiados do Quênia, no terceiro sequestro de ocidentais no país em menos de um mês, todos eles atribuídos a criminosos ligados à vizinha Somália.

DAUD YUSSUF, REUTERS

13 de outubro de 2011 | 18h23

O sequestro ocorreu no campo de refugiados de Dadaab, onde atuam as funcionárias da entidade Médicos Sem Fronteiras.

As forças de segurança do Quênia e da Somália estão à procura dos sequestradores na região da fronteira, que foi fechada. A polícia disse suspeitar de militantes do grupo somali Al Shabaab, ligado à Al Qaeda.

Mas um dirigente do grupo, pedindo anonimato, rejeitou a acusação. "Ouvimos falar dos sequestros (das funcionárias do) MSF, mas não estamos por trás disso", afirmou o dirigente à Reuters, falando por telefone do sul da Somália, e negando também que as reféns estejam na área sob controle do grupo.

A Al Shabaab domina grandes partes do sul e centro da Somália, inclusive áreas próximas à fronteira com o Quênia.

O MSF disse que só vai revelar o nome das duas reféns quando suas famílias forem avisadas.

Uma fonte queniana de inteligência disse que as autoridades estão investigando relatos de que um pastor teria visto o veículo das mulheres abandonado entre Dadaab e a fronteira.

Fortes chuvas atingiram esta região semiárida na quinta-feira, deixando perigoso o tráfego pelas estradas de areia da região, e dificultando qualquer tentativa de resgate.

Em nota, o presidente do MSF espanhol, José Antonio Bastos, disse "condenar fortemente este ataque", e acrescentou que a entidade "está em contato com todas as autoridades relevantes e está fazendo tudo o que pode para assegurar o retorno rápido e seguro das nossas colegas".

A chancelaria espanhola confirmou a nacionalidade das reféns.

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