Trabalhadores poloneses são resgatados após colapso de mina

Dezenove mineiros foram retirados vivos de uma mina de cobre no sul da Polônia, nesta quarta-feira, depois de um pequeno terremoto que os deixou presos 600 metros abaixo da superfície, da noite de terça.

WOJCIECH ZURAWSKI, Reuters

20 de março de 2013 | 07h28

Foram necessárias sete horas de escavação através de rochas para alcançar os mineiros que trabalhavam na mina de cobre Rudna, no sul da Polônia, quando um pequeno tremor os deixou presos às 22h09 (horário local) da terça.

Dois operários receberam tratamento para ferimentos leves, e os outros, abalados e cobertos de sujeira depois de uma noite cansativa, estavam a caminho de casa.

As famílias dos mineiros, que se reuniram perto da mina, aplaudiram quando a operadora da mina, KGHM, anunciou que todos os 19 foram encontrados vivos e estavam sendo lentamente retirados por meio de um buraco cavado pelos socorristas.

"Este foi o maior acidente da história da KGHM", disse o presidente-executivo Herbert Wirth à Reuters. "Nunca na nossa história aconteceu de 19 mineiros ficarem presos, sem contato."

A mina Rudna fica cerca de 400 km a sudoeste da capital polonesa.

Após o terremoto de terça-feira, os trabalhadores na superfície perderam contato por várias horas com os mineiros presos, porque as linhas de comunicação foram cortadas.

A mina fica na região de Silésia, perto das fronteiras da Polônia com a Alemanha e a República Tcheca. Ela está em operação desde 1974. A estatal KGHM é a segunda maior produtora de cobre da Europa.

A Polônia tem um grande número de minas, principalmente na região fortemente industrializada da Silésia. Em 2006, uma explosão de gás em uma mina de carvão na região matou 23 mineiros.

(Reportagem de Wojciech Zurawski e Krajewski Adrian)

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