Trabalho de resgate continua em pedreira em Santos-SP

Até o início da noite de hoje não foram localizados os corpos dos dois trabalhadores soterrados na manhã da última terça-feira, quando uma avalanche de 50 mil toneladas de pedras, terra e vegetação deslizou da encosta da pedreira Santa Tereza, da empresa Max Brita, que fica próxima a Monte Cabrão, altura do quilômetro 245 da Rodovia Rio-Santos, em Santos (SP).

ZULEIDE DE BARROS, Agência Estado

15 de abril de 2011 | 18h14

Houve um avanço nos trabalhos de retirada de entulho e detonação, com a adesão de mais homens do Corpo de Bombeiros e de operários da própria pedreira, auxiliados pelos técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que monitoram toda a operação a fim de evitar novos acidentes no local.

Para o chefe do Departamento de Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa, não dá para estabelecer um prazo para o término dos trabalhos. "Os corpos dos trabalhadores podem ser encontrados hoje ou daqui a um mês, diante das dificuldades de escavação do local", disse.

De qualquer forma, um outro avanço importante ocorreu hoje, quando os cães farejadores reduziram a área de buscas de 100 mil para 20 mil metros quadrados, apontando uma área da rocha onde podem estar os corpos. As famílias de Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos, que há 15 trabalhava na empresa, e de Walter Santana, de 49, contratado há um mês, mostravam-se desanimadas. "Estamos orando muito, mas cada dia que passa fica mais difícil acreditar num milagre", afirmava apreensiva a mãe de Jucelino, Marinita Rodrigues de Deus.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.