Tráfego ajuda CCR no 4o tri; empresa avalia aeroportos de RJ e MG

A operadora de concessões CCR teve aumento de 17,9 por cento no lucro líquido no quarto trimestre, com o aumento no tráfego de estradas e a incorporação de novos projetos.

ROBERTA VILAS BOAS, Reuters

18 de março de 2013 | 20h02

Para 2013, a empresa espera que a aceleração da economia brasileira continue se reflita em maior tráfego nas rodovias, enquanto a empresa avalia novos projetos de infraestrutura no Brasil, incluindo os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG).

"Estamos analisando os dois projetos. Estamos em conversação com players que poderiam participar", disse à Reuters nesta segunda-feira o gerente financeiro e de relações com investidores da CCR, Marcus Vinícius.

Empresas europeias já manifestaram interesse em participar no leilão dos aeroportos, como a espanhola Ferrovial Aeroportos, a holandesa Schiphol e a francesa Aeroports de Paris, além da alemã Fraport que irá se juntar à Ecorodovias na licitação.

Em 2012, a empresa concluiu a aquisição de participações em aeroportos de Quito, no Equador, San Jose, na Costa Rica, e Curaçao. Para este ano, a CCR deve se concentrar nas oportunidades no setor doméstico de infraestrutura.

"O foco hoje é realmente Brasil. Poderia haver oportunidades fora? Sim. Mas no Brasil tem quantidade de projetos grandes, principalmente em rodovias e mobilidade urbana e também os aeroportos", disse Vinícius.

No último trimestre de 2012, a empresa teve lucro líquido de 347,5 milhões de reais, pouco acima da expectativa média de 331 milhões de reais de analistas consultados pela Reuters.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 881,8 milhões de reais no período, alta de 12 por cento ante mesma etapa de 2011.

Já a receita líquida subiu 15,2 por cento, para 1,411 bilhão de reais.

O tráfego consolidado nas rodovias da empresa cresceu 3,1 por cento no período, com a receita de pedágios registrando alta de 8,5 por cento, na comparação ano a ano.

A empresa prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 3 por cento este ano. "O crescimento de tráfego vai refletir essa melhora na economia", disse Vinícius.

De outubro a dezembro, a empresa registrou queda de 1,8 ponto percentual na margem Ebitda ajustada, para 62,5 por cento. Segundo Vinícius, a queda ocorreu pela incorporação de novos projetos, como Transolímpica, em abril, o Aeroporto Internacional de Quito, em maio, e a Barcas, em julho.

"A base de ativos do quarto trimestre de 2012 é diferente do quarto trimestre de 2011. Tem alguns negócios que não estão na sua geração de Ebitda potencial", disse. "Ao longo de 2013, a expectativa é que esses negócios contribuam mais fortemenete com o Ebitda, e aí você vê uma expansão de margem".

Para este ano, a empresa estima investir cerca de 1,6 bilhão de reais em obras de melhoria, equipamentos e manutenção. (Por Roberta Vilas Boas)

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