Tragédia em escola silencia debate sobre 'abismo fiscal'

O massacre na escola em Newtown, Connecticut, silenciou o debate sobre o "abismo fiscal" neste sábado, nos Estados Unidos, com a Casa Branca e o Congresso se preparando de forma silenciosa para as negociações finais para evitar o aumento de impostos e o corte de gastos no ano que vem. A Câmara dos Deputados terá sessões dias antes do Natal.

THOMAS FERRARO E RICHARD COWAN, Reuters

15 Dezembro 2012 | 18h04

O presidente Barack Obama cancelou uma viagem planejada para Portland na semana que vem, quando ele defenderia o aumento de impostos para os mais ricos. O foco do seu discurso semanal no rádio e na internet neste sábado foi a tragédia em Newtown, quando um homem matou a tiros 20 crianças, seis adultos e depois se suicidou em uma escola.

O presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, cancelou seu discurso no rádio para "que o presidente pudesse falar para a nação inteira neste momento de luto", segundo um comunicado emitido no fim da sexta-feira.

As suspensões dos pronunciamentos sobre o abismo fiscal mascaram um crescente reconhecimento de que os dois lados podem permanecer em um impasse até o fim do ano sobre um ponto crítico -- manter os impostos mais baixos para todos menos para os mais ricos, como deseja Obama, ou deixá-los em níveis menores para todos, como quer Boehner.

Com várias pesquisas mostrando que a população apoia o argumento de Obama, os senadores republicanos têm instigado os seus correligionários na Câmara dos Deputados a recuar, mas de um jeito que permita aos republicanos registrarem o voto contra.

Os republicanos poderiam então fazer o debate em território que consideram mais favorável: o corte de gastos do governo para redução do déficit.

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