Transplantes feitos no Brasil cresceram 10% em 2008

No ano passado foram feitas 19.125 cirurgias, enquanto em 2007 foram contabilizados 17.428 procedimentos

Agência Estado

29 Janeiro 2009 | 18h01

O número de transplantes feitos no País cresceu 10% em 2008, de acordo com números divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministério da Saúde. No ano passado foram feitas 19.125 cirurgias, enquanto em 2007 foram contabilizados 17.428 procedimentos. O maior aumento porcentual foi registrado no transplante de coração (29%), seguido por fígado (14%) e córnea (12%). "Temos de comemorar esses resultados", afirmou o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.       Veja também:  Transplante de fígado durante gravidez salva mulher e criança O aumento do número de procedimentos é atribuído a um conjunto de fatores. Entre eles, a elevação no número de centros para transplantes, que passou de 892 para 942 entre 2007 e 2008. Apesar do aumento, há ainda uma série de dificuldades que precisam ser enfrentadas. Entre elas o número de doadores existentes no País, que ainda é considerado baixo. São 6,2 doadores para cada milhão de habitantes. Na Espanha, a proporção é significativamente maior: 36 por milhão de habitantes. Beltrame afirmou que, se houvesse um número maior de doadores, o número de transplantes poderia ser maior. "É um sistema que se retroalimenta. Quanto mais transplantes fizermos, mais as pessoas se mobilizam para doar órgãos'', disse o secretário. Para isso, diz Beltrame, é preciso "ganhar corações e mentes". São PauloNo Estado de São Paulo, o número de transplantes de coração cresceu 58% em 2008, na comparação com o ano anterior, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. Foram 74 cirurgias no ano passado, contra 47 em 2007. Neste ano já houve sete transplantes de coração, superior à média mensal de 2008, que foi de 6,1. Já os transplantes de fígado, de acordo com o balanço, registraram aumento de 35,6%, passando de 317 em 2007 para 430 em 2008, enquanto o número de cirurgias de rim pulou de 624 para 812 (alta de 30,1%). Os transplantes de pâncreas cresceram 12%, passando de 109 para 122, enquanto os enxertos de pulmão tiveram salto de 56,6%, passando de 30 para 47 no mesmo período.

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