Tratar depressão do funcionário é bom para a firma, diz estudo

Funcionários com acesso a tratamento intensivo trabalharam, em média, duas semanas a mais no ano

Associated Press,

25 de setembro de 2007 | 18h16

Investir nos funcionários deprimidos, levando-os rapidamente a tratamento e, até, oferecendo psicoterapia por telefone, pode reduzir o número de faltas ao trabalho e melhorar a saúde dos trabalhadores, sugere um novo estudo.   Muitos empregadores encaram a cobertura de saúde mental para os funcionários como um buraco negro financeiro, mas o trabalho mostra que gastar dinheiro no tratamento de depressão é uma jogada inteligente para os negócios, afirma o pesquisador Philip Wang, do Instituto Nacional de saúde Mental (NIMH) dos EUA.   Funcionários com acesso a tratamento intensivo trabalharam, em média, duas semanas a mais no ano de duração do estudo em comparação com os que foram simplesmente instruídos a procurar um médico.    Além disso, mais trabalhadores do grupo de intervenção ainda estavam empregados ao final do ano - 98% contra 88% - o que permite ao empregador economizar os custos da rotatividade.   Além disso, os trabalhadores do grupo de intervenção tiveram 40% mais chance de sarar da depressão no ano de duração do estudo, relatado na edição desta quarta-feira do Journal of the American Medical Association.   Os pesquisadores ainda não concluíram uma análise formal de custo-benefício, mas resultados preliminares sugerem que a economia com as horas a mais trabalhadas chegam a US$ 1.800 por funcionário, o que cobre o custo do programa de intervenção, de US$ 100 a US$ 400 por trabalhador.

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