Trecho norte do Rodoanel de SP será repensado, diz Dersa

Para presidente da estatal, com a construção dos outros trechos, este último não tenha necessidade

Rejane Lima, de O Estado de S.Paulo,

03 de abril de 2008 | 20h06

O presidente da Desenvolvimento S/A. (Dersa), Thomaz de Aquino Nogueira Neto, disse nesta quinta-feira, 3, em Santos, no litoral paulista, que a necessidade do trecho norte do Rodoanel será repensada quando os trechos sul, oeste e leste estiverem em funcionamento conjunto. "Essa é uma opinião pessoal, mas eu acho que ao fazermos o tramo leste, o tramo sul, o oeste e mais as obras internas (prolongamento do complexo Jacu-Pêssego), nós vamos estar em uma nova realidade logística e certamente algumas coisas serão repensadas", disse o presidente.   Especial - Medidas para combater o trânsito    Segundo ele, o trecho é difícil do ponto de vista ecológico e por conta disso o governador José Serra já determinou que fossem estudados traçados alternativos, menos impactantes ambientalmente. "É uma equação difícil de ser resolvida, mas certamente vamos dar um passo de cada vez. Estamos antecipando muito o Leste, que não estava na pauta de nenhuma conversa até o segundo semestre do ano passado", afirmou.    Nogueira Neto também elogiou a medida adotada pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) de incluir caminhões no rodízio de veículos que circularem pelas marginais e Avenida dos Bandeirantes a partir do dia 15 de maio. "Eu acho que os técnicos da CET de São Paulo são muito competentes e se eles estão sugerindo essa medida, ela certamente será boa", lembrando que o Kassab disse a medida será provisória e deverá vigorar até o trecho sul do Rodoanel ser inaugurado.   Segundo ele, a eficiência do novo rodízio será posta a prova quando entrar em vigor. "Acho que 45 dias é tempo mais que suficiente pras empresas se planejarem, fazerem as revisões na rota de distribuição", explicou. Nogueira Neto disse ainda que o aumento da frota de veículos de passei em São Paulo é "uma situação feliz", pois prova que o poder de compra da classe média aumentou.   Balsa   O presidente da Dersa disse que a balsa entre Santos a Guarujá está completamente saturada e por isso o governador Serra acolheu a sugestão de construir um túnel ligando as duas cidades. "A balsa é muito boa para distância média e demanda média e aqui temos uma distância muito curta e uma demanda muito grande. Além disso, por mais que a gente ponha dinheiro, ela nunca vai ficar melhor do que está, está esgotada como solução".   Segundo ele, com as obras feitas na travessia durante o verão, percebeu-se o esgotamento completo. "Por mais que a gente ponha dinheiro, nunca vai ficar melhor do que está", alegando ainda que o aumento no fluxo de embarcações atrapalharia o acesso ao canal do Porto de Santos.   O presidente completa que a Dersa começou a estudar um desenho desse túnel ligando as duas cidades em fevereiro. "Isso ficou pronto na semana passada e agora vamos começar a conversar com os prefeitos", lembrando que a solução desse túnel seria para solucionar o problema urbano de passageiros e não o problema portuário de translado de carga entre a margem direita (Santos) e a esquerda (Guarujá).   "Serão dois túneis. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A Dersa está trabalhando com um túnel metropolitano e o porto está trabalhando com um túnel de translado de carga entre as margens". De acordo com ele, percebeu-se que a construção de único túnel para as duas soluções é impossível.

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