Três mulheres da Libéria e Iêmen ganham Nobel da Paz

Três mulheres que fizeram campanha pelos direitos humanos e pelo fim da violência na Libéria e no Iêmen, incluindo a presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, ganharam o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira, informou o chefe do comitê norueguês do Nobel.

REUTERS

07 de outubro de 2011 | 07h55

Outra liberiana, Leymah Gbowee, que mobilizou mulheres contra a guerra civil no país ao organizar uma "greve de sexo", e Tawakkul Karman, que trabalhou no Iêmen, vão dividir o prêmio avaliado em 1,5 milhão de dólares com Johnson-Sirleaf, que enfrenta a reeleição para um segundo mandato como presidente na terça-feira.

"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a não ser que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o presidente do comitê, Thorbjoern Jagland, a repórteres.

"O Prêmio Nobel da Paz de 2011 será dividido em três partes iguais entre Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman pela sua luta não-violenta pela segurança da mulher e pelos direitos das mulheres de participação integral no trabalho de construção da paz."

Johnson-Sirleaf, de 72 anos, é a primeira mulher eleita presidente livremente na África. Gbowee mobilizou e organizou mulheres de linhas divisórias étnicas e religiosas para tentar pôr um fim na guerra da Libéria e para assegurar a participação das mulheres nas eleições.

O comitê acrescentou: "Nas circunstâncias mais árduas, tanto antes quanto depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman desempenhou um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela democracia e paz no Iêmen."

"A esperança do Comitê Norueguês do Nobel é que o prêmio para Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman ajude a colocar um fim na supressão das mulheres que ainda ocorre em muitas países, e constatar o grande potencial de democracia e paz que as mulheres podem representar."

Falando por telefone de Monróvia, o filho de Johnson-Sirleaf disse à Reuters que estava "super animado. Essa é uma grande notícia e temos que comemorar."

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