Três perguntas para Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Inca

1 O estudo mostrou que há dificuldade de obtenção de dados que permitam ligar casos de câncer ao trabalho. É importante melhorar esse tipo de informação?

O Estado de S.Paulo

01 Maio 2012 | 03h04

Esse talvez seja o ponto mais importante desse estudo - fazer a correlação de causalidade do câncer aos fatores de risco. Temos vários sistemas de informação, que deveriam ser articulados e ainda não são. Temos um sistema de vigilância muito falho.

2 Há alguma ocupação que possa ser considerada mais arriscada que outra?

Há praticamente uma relação causa/efeito entre a manipulação do amianto, usado na indústria de produção de telhas, de caixas d'água e materiais de freio, para a indústria automobilística, e o câncer de pulmão. Há outros produtos, como o benzeno, produtos usados em tintura de cabelo, alisamento. São vários produtos que têm relação forte de risco entre uso e aparecimento de câncer.

3 Esse estudo serve de alerta ao trabalhador? Claro. Os trabalhadores precisam tomar consciência de que, por meio de medidas de proteção, é possível reduzir o câncer na sua atividade. Mas ele também tem de reivindicar políticas públicas e melhorias no sistema de informação.

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