Tribunal do Pará manda prender militares por massacre dos Carajás

O Tribunal de Justiça do Pará determinou nesta segunda-feira a prisão de dois militares condenados por envolvimento no massacre de Eldorado dos Carajás, como ficou conhecido o confronto que deixou 19 sem-terra mortos numa estrada do Estado em 1996.

EDUARDO SIMÕES, REUTERS

07 Maio 2012 | 18h57

O coronel da Polícia Militar paraense Mário Colares Pantoja foi condenado a 258 anos e o major da PM José Maria Pereira de Oliveira, a mais de 158 anos. Pantoja já se entregou e foi preso pelas autoridades paraenses, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Ao determinar a prisão dos militares, o juiz Edmar Pereira considerou que houve "exaurimento das vias recursais perante o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal" e que, desta forma, Pantoja e Oliveira deveriam ser presos, segundo o site do tribunal do Pará.

Os dois recorriam das sentenças condenatórias em liberdade graças a habeas corpus obtidos na Justiça.

Pantoja comandou a tropa que abriu fogo contra os cerca de 1.500 sem-terra que bloqueavam a rodovia PA-150, na região de Eldorado dos Carajás, em abril de 1996. No confronto, 19 sem-terra foram mortos e outros 70 ficaram feridos.

Na época, Oliveira comandava a companhia de policiamento de Parauapebas, e Pantoja era chefe do 4o Batalhão da PM em Marabá.

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