Tribunal polonês condena sueco por furto em Auschwitz

Um sueco foi condenado a quase três anos de prisão na quinta-feira por arquitetar o furto da placa "Arbeit macht frei" do portão de entrada do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz.

REUTERS

30 de dezembro de 2010 | 17h40

O mais duradouro símbolo do Holocausto, cujo significado é "O trabalho liberta", foi roubado em dezembro do ano passado. O incidente provocou indignação internacional, especialmente em Israel e entre grupos judeus, mas a placa de metal foi logo recuperada.

A cidade de Cracóvia, no sul da Polônia, condenou Anders Hogstrom, de 34 anos, a dois anos e oito meses de prisão por arquitetar o furto.

Quando o tribunal anunciou a decisão, Hogstrom disse calmamente: "Sim, eu aceito o veredicto."

Hogstrom, detido na Suécia em fevereiro, será extraditado em breve para seu país para cumprir a sentença.

O tribunal de Cracóvia também sentenciou dois poloneses a até 2 anos e meio na prisão por furtar e cortar a placa em três pedaços para que ela coubesse em seu carro.

A placa foi consertada, mas está atualmente em exposição no museu de Auschwitz, enquanto uma réplica foi colocada no portão de entrada do antigo campo de concentração.

Um importante grupo judaico elogiou a decisão do tribunal.

"A sentença determinada pelas autoridades polonesas não é apenas uma expressão da justiça legal, mas da justiça histórica", disse Elan Steinberg, vice-presidente da Reunião Americana de Sobreviventes do Holocausto e seus Descendentes.

"Para os sobreviventes do Holocausto, o furto em Auschwitz não foi apenas o roubo de uma placa, mas o roubo da nossa memória coletiva e sofrimento."

Cerca de 1,5 milhões de pessoas, principalmente judeus, morreram em Auschwitz, localizada próximo ao vilarejo de Oswiecim e perto de Cracóvia, durante a Segunda Guerra Mundial. Prisioneiros chegavam ao campo ao passar pelo portão de ferro marcado pelo lema em alemão.

(Reportagem de Wojciech Zurawski)

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