Tripulação de navio que pegou fogo em Santos-SP depõe

A Polícia Federal (PF) ouviu hoje o depoimento do chefe de máquinas e de dois mecânicos do navio cargueiro Rio Blanco, de bandeira chilena, que pegou fogo na noite de sábado no Porto de Santos (SP), causando a morte de três tripulantes. O comandante do Rio Blanco, Alexis Dionísio Thieme Espinosa, deverá depor amanhã na PF e na Capitania dos Portos do Estado de São Paulo, que apuram as causas do acidente.De acordo com o delegado Antônio Juenides Viana Santos, responsável pela Delegacia Especial de Polícia Marítima (Depom) da PF na Baixada Santista (SP), peritos colhem informações à bordo, desde ontem. "Acredito que, até o final da semana, terminam as perícias, a colheita de informações, e começa a elaboração do laudo", disse Viana.Apenas depois da liberação da PF e da Capitania dos Portos do Estado, a embarcação poderá deixar o Terminal de Exportações de Veículos (TEV), na margem esquerda do porto, no Guarujá, onde está atracado desde sexta-feira para realizar o carregamento de carros, caminhões e máquinas agrícolas que seriam exportadas para o Chile. Por enquanto, a permanência do navio no cais não causará prejuízos às operações do terminal, que recebe apenas uma embarcação por semana.O encarregado da Divisão de Inspeção Naval e Vistorias da Capitania dos Portos, comandante Valter Monteiro, disse que a liberação só será concedida quando não oferecer nenhum risco para a navegação. "No momento, o navio está apagado, a máquina não funciona, não tem nem como operar a carga que está dentro do navio. Não tem como arriar a rampa", afirmou.FamíliasAté o início da noite de hoje, as famílias das vítimas não haviam comparecido ao Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá e os corpos dos engenheiros Victor Hugo Fonseca Área, de 60 anos, e Nélson Antônio Moreno Rujo, de 44, e do técnico de manutenção Júlio Hemon Munhoz Areyuna, de 55, permaneciam no local. Em nota, a empresa Southern Shipmanagement, subsidiária da Compañía Sudamericana de Vapores (CVS), lamentou as mortes e informou que enviará os familiares dos funcionários ao Brasil e tomará as providências para a repatriação dos corpos.

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