Tropa de Choque retira estudantes da reitoria da Unesp

Tomada por cerca de 120 estudantes desde a tarde de terça-feira, 16, a Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no centro de São Paulo, foi desocupada por meio de uma reintegração de posse no início da manhã desta quarta, 17. A ação da Tropa de Choque da PM no local, localizado na Rua Quirino de Andrade, começou por volta das 5h, foi pacífica e durou cerca de uma hora, segundo a corporação. Os alunos foram encaminhados ao 2º. DP (Bom Retiro).

LUCIANO BOTTINI FILHO, Agência Estado

17 de julho de 2013 | 10h42

Essa é a segunda ocupação à reitoria da Unesp em um mês. Em 27 de junho, a entidade já havia entrado em negociação com os manifestantes, depois de uma manifestação no edifício. De acordo com nota enviada pela assessoria da universidade, os estudantes que invadiram a reitoria nesta terça tiveram "atitudes de intimidação em relação a funcionário da administração" e alguns deles "estavam mascarados".

"Após intenso diálogo e processo de negociação do gabinete da Reitoria com os alunos, infelizmente infrutífero, na manhã do dia 17 de julho, foram tomadas, em nome da preservação do patrimônio público, as medidas judiciais cabíveis objetivando a reintegração de posse, tendo sido deferida medida liminar pelo Juiz de Direito da 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinando a pronta desocupação do imóvel", afirmou, em nota, a reitoria.

Os estudantes, por sua vez, publicaram um comunicado na noite de terça negando estarem agindo com violência. "Já faz três meses que fortalecemos a greve geral da Unesp contra as políticas que precarizam ainda mais nossa universidade. No último final de semana, estivemos em plenária estadual e deliberamos a ocupação da reitoria frente à intransigência e à enrolação do reitor", diz o texto.

Os universitários afirmam que ocuparam o prédio pacificamente, permitindo que os funcionários deixassem o local de maneira "tranquila e segura". "Eles alegam que estamos mantendo alguns funcionários e a vice-reitora nas dependências do prédio em cárcere privado, o que é mentira", afirma a nota.

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