Tropas de rival derrotado juram lealdade a marfinense Ouattara

O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, ganhou o suporte dos chefes do Exército de seu rival derrotado, enquanto a União Europeia e o Banco Mundial prometeram apoio financeiro para ajudar a encerrar as prolongadas divisões no país.

MARK JOHN E ANGE ABOA, REUTERS

12 de abril de 2011 | 21h46

Os chefes militares que lutaram por Laurent Gbagbo, incluindo o chefe de equipe, general Philippe Mangou, juraram lealdade a Ouattara na terça-feira, um dia depois da captura de Gbagbo, que se recusava a abandonar o poder após as eleições de novembro.

Um assessor de Mangou disse à Reuters que o general pediu a todas as forças de segurança e policiais que apoiassem Ouattara depois de uma reunião na sede da nova presidência, em Abidjan.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para cumprimentar Ouattara por ele ter assumindo suas funções e ofereceu apoio aos esforços para unir o país e restabelecer a segurança.

A União Europeia também pediu para que Ouattara formasse um governo de unidade nacional para ajudar a colocar o país devastado pela guerra de volta nos trilhos e prometeu apoio ao novo governo.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em entrevista coletiva que irá se encontrar com autoridades marfinenses nesta semana durante as reuniões do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, para discutir uma maneira de ajudar a Costa do Marfim.

O Banco Mundial congelou sua ajuda ao país africano em dezembro.

A prisão de Gbagbo encerrou quatro meses de luta pelo poder que deixou mais de mil mortos, mais de um milhão de desabrigados e a economia do país em frangalhos.

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