Tropas de Serra Leoa que iam para Somália ficarão de quarentena, após caso de Ebola

Um batalhão de 800 soldados de Serra Leoa que aguardava transferência para a Somália, onde integraria as forças de paz da União Africana, está sendo mantido em quarentena depois que um de seus integrantes testou positivo para o vírus mortal do Ebola, disseram autoridades militares nesta terça-feira.

REUTERS

14 de outubro de 2014 | 08h35

Os soldados iriam substituir um contingente de Serra Leoa que faz parte da missão de paz da União Africano na Somália, conhecida como Amisom.

No entanto, agora eles serão submetidos a um período de isolamento de 21 dias, disse um alto oficial do Exército de Serra Leoa à Reuters, pedindo que não fosse identificado.

O coronel Michael Samoura, porta-voz das forças Armadas da República da Serra Leoa, confirmou que um membro do batalhão havia testado positivo para a doença.

Ele disse que o soldado foi infectado depois de sair sem permissão do acampamento militar onde a força está alocada.

Mais de 4.000 pessoas morreram na pior epidemia da febre hemorrágica viral registrada até hoje, a maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Casos da doença também foram registrados na Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos, mas nesses países não há um surto da doença.

(Reportagem de Umaru Fofana)

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