Tropas pró-Ouattara executaram marfinenses desarmados, diz ONG

Tropas leais ao presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, mataram pelo menos 149 pessoas com ligações reais ou suspeitas de defenderem Laurent Gbagbo em Abidjan desde a captura e prisão do ex-líder, disse a organização Human Rights Watch nesta quinta-feira.

REUTERS

02 Junho 2011 | 18h43

Pelo menos 95 pessoas desarmadas, em sua maioria de grupos éticos ligados com Gbagbo, foram executadas em operações no final de abril e em maio. O grupo ressaltou que vai levantar novas questões sobre o comportamento de soldados suspeitos de já terem praticado violações de direitos humanos em outras ocasiões.

"A esperança de uma nova era após a posse do presidente Ouattara vai cair por terra se estas violações absurdas contra grupos pró-Gbagbo não pararem imediatamente", disse Corinne Dufka, pesquisadora sênior de África Ocidental do grupo baseado em Nova York.

"O presidente prometeu, repetidas vezes, investigações e processos imparciais. Agora é a hora de cumprir essas promessas."

As descobertas estão baseadas em entrevistas com 132 vitimas e testemunhas de violência dos dois lados do conflito durante a batalha por Abidjan e logo após a prisão de Gbagbo no dia 11 de abril. A milícia pró-Gbagbo é acusada de matar pelo menos 220 homens.

Ao se recusar a aceitar a derrota na eleição de 28 de novembro, Gbagbo deu início a uma guerra civil de quatro meses que matou ao menos 3 mil civis, além de ter criado um colapso na economia do maior exportador de cacau do mundo.

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