Trote vai alterar nota de universidade

A adoção de medidas voltadas a um "trote consciente", coibindo atos constrangedores e violentos na recepção de calouros universitários, será considerada a partir de 2012 pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O novo critério vale para instituições públicas e privadas de todo País.

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2011 | 03h03

Atualmente, a avaliação das instituições de ensino superior é composta por mais de 30 indicadores, divididos em dez dimensões, que cobrem áreas como infraestrutura, planejamento institucional e política de atendimento ao estudante - em que entra, agora, a questão dos trotes. Cada indicador é avaliado e recebe nota de 1 a 5.

Em caso de mau desempenho, o Ministério da Educação pode recorrer a um protocolo de compromisso para que a instituição supere as deficiências. Caso elas não melhorem, podem ser fechadas.

A sugestão de considerar os trotes partiu do Ministério Público Federal em Jales (SP) e foi aceita pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), a quem cabe coordenar e supervisionar o Sinaes. A comissão é um colegiado de 13 membros, entre representantes do MEC, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e professores universitários. "Isso vai enriquecer a discussão, porque o trote está dentro do espírito institucional e passa por muitos valores, de como cada instituição lida com os alunos, se ela está realmente comprometida com os alunos que recebe", afirma o presidente da Conaes, Sérgio Franco.

Inicialmente, cada instituição faz uma autoavaliação, seguindo roteiro da Conaes. Depois, uma equipe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) visita o local, reúne-se com professores, alunos e analisa a infraestrutura.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.