'Tudo tem sido surreal; até essa entrevista é surreal'

O Estado conversou com o ator Masi Oka, o Hiro, da série Heroes, que ainda estranha a fama

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 05h59

Em uma conversa com cerca de 20 jornalistas de todo o mundo por telefone, Masi Oka não escondia seu espanto. "Tudo tem sido surreal. Essa entrevista é surreal", disse o ator que dá vida a Hiro Nakamura, o personagem mais querido de Heroes, que o Universal Channel exibe às sextas-feiras, às 21 horas. O ator japonês, que foi morar nos EUA quando tinha 6 anos, deu um tempo no trabalho da equipe de efeitos especiais de George Lucas para se aventurar na carreira que tinha deixado de lado: a de ator. E deu certo. Agora, Oka é celebridade. "Provei o poder de uma mulher gostosa", diz o ator, em referência aos olhares que atrai. E hoje, Oka não sai de casa sem se arrumar. "As pessoas querem tirar fotos." Confira trechos da conversa da qual o Estado participou. Você achava que sua carreira de ator fosse dar tão certo quanto a de expert em computador? Não sei dizer. Adoro computação e matemática - gosto de trabalhar esse lado do cérebro. E atuar profissionalmente é algo que nunca pensei em ir atrás. É um sonho. Você ainda tem tempo de trabalhar com George Lucas? Está difícil. Trabalho com a equipe um dia por semana, mas não posso desenvolver nada novo porque Heroes é minha prioridade. Você tem vontade de se envolver na criação dos efeitos especiais da série? Acho que a equipe está fazendo um ótimo trabalho considerando que a verba e o tempo são de TV. Venho do cinema, onde há mais tempo e mais dinheiro. Quero me envolver com a produção da série e, quem sabe, na 3ª ou na 4ª temporada, eu possa dirigir um episódio e aprender mais sobre TV. Sempre fui fascinado com o que acontece atrás das câmeras. Como é sair em público hoje? O assédio é algo bom. Os fãs chegam e dizem: ?Nossa, adoro seu seriado!? É bacana sair, encontrar fãs e sentir a paixão deles. Tem sido surreal. Essa entrevista é surreal. Até me arrumo para sair de casa, porque as pessoas querem tirar fotos... Você fica ansioso como os fãs para saber o que vai acontecer nos próximos episódios? Toda vez que abro o roteiro é incrível. Começo a fazer conjecturas e falo com os roteiristas. O maior segredo é como os escritores conseguem surgir sempre com novidades. Tenho pistas do que vai ser a 2ª temporada. E é inacreditável! Quais foram os desafios ao construir Hiro? Tudo é um desafio como, por exemplo, o sotaque de Hiro. Outra coisa é manter a essência de Hiro quanto à sua inocência e seu entusiasmo pela vida, além de manter o realismo e o fundo cômico do personagem. Você emprestou algo seu para o Hiro? Sim porque adoro colaborar com os roteiristas. E essa indústria vive de criatividade e de colaboração. Os roteiristas são tão generosos e abertos que parte do sucesso da série vem dessa visão criativa de todos. O sucesso de Heroes o surpreendeu? Para ser honesto, senti que estávamos fazendo algo especial durante o piloto. Tim Kring criou esse mundo maravilhoso onde cada personagem tem muita profundidade, mas não achei que fosse ser esse hit. E Hiro é o personagem mais adorado... Ah, não sei... Gosto de interpretá-lo e espero que eu passe para o público esse meu entusiasmo e paixão. Quem é seu super-herói favorito de todos os tempos? Meu super-herói favorito está na vida real. É minha mãe. Qualquer mãe solteira para mim é uma super-heroína.

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