Tunísia condena Ben Ali e autoridades por mortes durante revolta

Um tribunal da Tunísia condenou à revelia o presidente deposto Zine al-Abidine Ben Ali à prisão perpétua e seus chefes de segurança a até 20 anos de cárcere, nesta quinta-feira, por causa das mortes de manifestantes durante a revolução que deu início à Primavera Árabe.

Reuters

19 de julho de 2012 | 11h12

O ex-ministro do Interior, Rafik Belhaj Kacem, foi condenado a 15 anos na cadeia e o chefe de segurança do antigo presidente, Ali Seriati, recebeu pena de 20 anos por causa do assassinato de manifestantes na capital Túnis e nas cidades de Sousse, Nabeul, Bizerte e Zaghouan, depois que um levante popular espalhou-se pelo país no começo do ano passado.

Ben Ali, que fugiu com sua família para um exílio na Arábia Saudita e dificilmente vai cumprir a pena, já foi condenado a décadas de prisão, também à revelia, sob acusações que variam de corrupção à tortura, além de enfrentar outras acusações.

O presidente deposto está entre 40 autoridades do antigo regime no país do norte da África a receberem penas entre 5 e 20 anos por causa das mortes.

Ahmed Friaa, que foi nomeado ministro do Interior pouco antes de Ben Ali fugir no dia 14 de janeiro de 2011, está entre as três autoridades que tiveram as acusações contra eles retiradas.

(Reportagem de Tarek Amara)

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