Tunísia prende suspeitos da Al Qaeda com bombas

Forças de seguranças da Tunísia prenderam neste domingo duas pessoas suspeitas de serem membros da Al Qaeda, carregando um cinto de explosivos e várias bombas e que levaram as autoridades até um esconderijo de armas nas montanhas.

TAREK AMARA, REUTERS

15 de maio de 2011 | 17h51

Os homens, supostamente membros da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), foram presos perto de Ramada, no sul do país, disse uma fonte do serviço de segurança à Reuters.

Autoridades árabes e ocidentais alertaram que a Al Qaeda pode estar explorando o conflito líbio para adquirir armas e contrabandeá-las para outros países.

Os homens estavam com identidades afegãs e eram de origem líbia e argelina, disse a fonte à Reuters, acrescentando que eles também estariam ligados a dois homens presos na Tunísia na semana passada.

Um dos homens lançou um artefato explosivo contra os policiais que estavam tentando prendê-lo, mas ele não explodiu, disse a fonte.

O Ministério do Interior confirmou que dois homens haviam sido presos, mas não deu detalhes sobre para quem eles estariam trabalhando.

O interrogatório dos homens levou à descoberta de um depósito de armas, escondido no sul da Tunísia, disse o ministério em um comunicado. O estoque incluía rifles Kalashikov, uma bomba e munição, segundo o comunicado.

O AQIM é um dos maiores braços regionais da Al Qaeda e também sequestrou diversos ocidentais nos últimos anos, incluindo dois turistas austríacos que foram libertados em 2008 depois de serem capturados NO Mali e ficarem presos por oito meses.

Uma alta autoridade de segurança da Argélia disse à Reuters no mês passado que havia sinais que a Al Qaeda estava trabalhando para conseguir armas e contrabandeá-las para uma fortaleza ao norte de Mali.

Autoridades tunisianas pediram ao povo que relate qualquer atividade suspeita e fez um alerta para que não abriguem estrangeiros que possam ameaçar a segurança nacional.

O país norte-africano, que é um importante destino para imigrantes líbios que estão fugindo do conflito, aumentou a segurança na sua fronteira com a Líbia desde o inicio dos distúrbios, revistando carros e interrogando as pessoas que tentam atravessar a fronteira.

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