Tunisianos votam neste domingo na primeira eleição livre para presidente

Os tunisianos comparecem às urnas neste domingo para votar no primeiro presidente eleito diretamente, na etapa final que levará a uma completa democracia, depois da revolução de 2011, que acabou com o governo de Zine El-Abidine Ben Ali.

TAREK AMARA E PATRICK MARKEY, REUTERS

23 Novembro 2014 | 10h38

Mais de três anos depois que o governo de um só partido, de Ben Ali, foi derrubado a Tunísia se transformou em um modelo de transição para a região, ao adotar uma nova constituição, pela política de compromisso e por evitar o tumulto que seus vizinhos enfrentam.

"Outro dia especial na história da Tunísia", disse Mouna Jeballi, que votava no distrito de Soukra, em Túnis. "Agora somos o único país do mundo árabe que não sabe quem será seu presidente, até o final da votação."

A votação de domingo se segue à eleição geral de outubro, quando o principal partido secular, o Nidaa Tounes, ganhou a maioria das cadeiras no parlamento, ganhando do partido islâmico Ennahda, que havia vencido a primeira eleição livre em 2011.

Depois da revolta, a Tunísia precisa de estabilidade, com o novo governo enfrentando a necessidade de fazer reformas difíceis nos gastos públicos, exigidas pelos credores internacionais para impulsionar o crescimento e gerar empregos e, ao mesmo tempo, administrar uma ofensiva contra os militantes islâmicos.

Quase 30 candidatos à presidência estão participando da eleição, mas o líder da Nidaa Tounes, Beji Caid Essebsi, um antigo oficial de Ben Ali, de 67 anos, surgiu como favorito ao lado do atual presidente, Moncef Marzouki, que acerta contra o crescimento de personagens da era do partido único, como Essebsi.

REUTERS LO

((Tradução Redação Brasília, 55 61 3426-7000))

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