Turista assassinada em Ilhéus foi morta por engano

Maria Cecília de Abreu, de 58 anos, foi confundida com empresária; dois suspeitos foram presos pelo crime

Tiago Décimo, Agência Estado

15 Maio 2012 | 18h34

SALVADOR - A turista paulista Maria Cecília de Abreu, de 58 anos, morta a tiros em um quarto do Village Back Door Hotel, de Ilhéus, na Bahia, no dia 26 de abril, foi assassinada por engano, segundo a polícia baiana. Os dois acusados de planejar o homicídio, o ex-marido e o ex-sócio da proprietária do hotel, Rossana Colleoni, foram presos.

Segundo as investigações, comandadas pela Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) de Ilhéus, os italianos Andrea Peruzzi, de 39 anos, ex-marido de Rossana, e Ricardo Campanella, de 52, ex-sócio da empresária, planejaram a morte dela para ficar com o hotel.

Os homens contratados para a execução, porém, teriam confundido Rossana com a turista, que tem características físicas semelhantes à da empresária. Eles teriam fingido um assalto ao estabelecimento e, ao encontrar Maria Cecília em um dos quartos do estabelecimento, atiraram.

Os italianos negam participação no crime, mas a polícia confia na confissão do pedreiro Jessé Oliveira dos Santos, de 23 anos. Em depoimento, ele contou ter sido o autor dos disparos e disse ter sido contratado por outro homem, identificado como Antônio César Souza Linhares, para cometer o crime. Segundo a polícia, Linhares, que está foragido, teria recebido R$ 10 mil dos italianos pela morte de Rossana. Um terceiro criminoso, identificado apenas como Jessé, que teria dado fuga a Santos e Linhares, também está foragido.

 

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