Ucraniana Tymoshenko é transferida da prisão para hospital

A líder de oposição Yulia Tymoshenko, cujo estado na prisão causou tensão nas relações entre o governo da Ucrânia e o Ocidente, foi transferida para um hospital nesta quarta-feira em um comboio policial com segurança reforçada.

RICHARD BALMFORTH, REUTERS

09 Maio 2012 | 08h36

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, tem enfrentado críticas crescentes sobre a condenação a Tymoshenko e pela recusa das autoridades em autorizá-la a deixar o país para buscar tratamento no exterior para um problema crônico de dor nas costas.

A transferência da prisão para o hospital na cidade de Kharkiv, no leste do país, para ser submetida a tratamento realizado por médicos alemãs, foi acertada na semana passada.

Mas a medida não deve aliviar a pressão sobre Yanukovich, que tem sido duramente criticado no Ocidente pela postura dispensada a sua adversária política.

Tymoshenko, ex-primeira-ministra de 51 anos, foi presa em outubro condenada a 7 anos de prisão por abuso de poder no governo, acusação que ela nega. Ela afirma ser vítima de um complô comandando por Yanukovich, que a derrotou numa eleição apertada pela Presidência em fevereiro de 2010.

A União Europeia e os Estados Unidos afirmaram que o julgamento e a condenação de Tymoshenko foram motivados politicamente e pediram que ela fosse libertada.

A indignação no Ocidente aumentou depois que Tymoshenko disse ter sido agredida na prisão e começou uma greve de fome, em 20 de abril, em protesto contra os maus-tratos que diz ter recebido. As acusações negam que ela tenha sido submetido a maus-tratos.

Na terça-feira, a filha dela, Yevgenia, disse que a mãe tinha concordado encerrar a greve de fome sob a supervisão de um médico alemão em um hospital local.

(Reportagem adicional de Sergiy Karazy em Kharkiv)

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