UE afirma que não será protecionista com biocombustíveis

O comissário de Energia da UE, Andris Piebalgs, afirmou que os Estados-membros do bloco não conseguirão, sozinhos, produzir os biocombustíveis necessários de forma sustentável

Agencia Estado

06 de julho de 2007 | 16h28

A Comissão Européia, braço executivo daUnião Européia (UE), afirma que não será protecionista com osbiocombustíveis, pois precisa das importações para alcançar a metaobrigatória do uso de 10% de energias renováveis com relação aototal do consumo energético para o transporte até 2020. Vários comissários da UE defenderam a idéia no começo daConferência Internacional sobre Biocombustíveis, que reúne, emBruxelas, líderes, ministros e especialistas de todo o mundo, entreeles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O comissário de Energia da UE, Andris Piebalgs, afirmou que os 27Estados-membros do bloco não poderão conseguir sozinhos produzirbiocombustíveis suficientes para atingir as metas de formasustentável. "Conseguir a auto-suficiência implicaria em um aumento imediatodos preços de produtos agrícolas e a proliferação de campos decultivo em locais onde nunca antes houve colheitas, com asconseqüentes emissões de dióxido de carbono da terra e das plantas",ressaltou. O comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, afirmou que "onacionalismo energético não foi particularmente bem-sucedido emoutras áreas da política de energia, e os biocombustíveis não sãodiferentes", em referência implícita à dependência européia de gás epetróleo importados. Assim, a proposta que o bloco apresentará, no fim do ano, para darfundamento jurídico à meta de 10% não levará em conta anacionalidade, mas a "sustentabilidade" de cada biocombustível nahora de dar incentivos e isenções fiscais às empresas, antecipouPiebalgs.

Tudo o que sabemos sobre:
biocombustíveisUEprotecionismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.