UFC vê evento em Macau como ponte para ampliar alcance na China

Vídeos da primeira vitória de Zhang Tiequan no Ultimate Fighting Championship atingiram 100 milhões de visualizações na China, mas o chefe de operações do UFC na Ásia disse que o alcance do MMA sequer começou no país mais populoso do mundo.

PETER RUTHERFORD, Reuters

09 de novembro de 2012 | 13h34

Mark Fischer, falando antes da primeira incursão do UFC na China, com o evento de sábado no The Venetian Resort Hotel, em Macau, disse à Reuters que o longa histórico da China nas artes marciais torna o país um destino ideal para o UFC.

O surgimento de Zhang, um especialista na arte marcial chinesa do sanshou, ajuda os fãs locais a se identificar com o esporte e, finalmente, criar uma dinâmica no que poderia ser um enorme mercado para o UFC, acrescentou.

"O UFC tem um potencial tremendo na China. Para muitas pessoas, a China foi o berço das artes marciais, então quando um deles venceu de forma emocionante, isso foi visto muitas e muitas vezes por milhões de pessoas", disse Fischer.

Zhang venceu o norte-americano Jason Reinhardt com uma guilhotina em apenas 48 segundos de luta em Sydney, no ano passado.

"Esse é o poder do nosso esporte. Ele gera esse tipo de emoção e atrai reação das pessoas muito rapidamente."

AMPLIANDO O ALCANCE

Um dos esportes que mais crescem no mundo, o MMA é um esporte de contato completo que permite aos lutadores misturar técnicas de artes marciais como o boxe, jiu-jitsu, muay thai, luta livre e judô.

Já muito popular em mercados maduros de MMA como os Estados Unidos, Brasil, Japão e Canadá, o UFC está buscando estender seu alcance em toda a Ásia.

Fischer, diretor do UFC na Ásia, disse que o sucesso dependia de obter a estratégia certa em quatro mercados específicos na região -- Japão, Coreia do Sul, Sudeste Asiático e China.

"A forma como nos abordamos o marketing aqui é bastante diferente de como fazemos nos Estados Unidos, que é um grande mercado, mas muito contíguo, um único idioma, você pode chegar ao público através de meios de comunicação nacionais e Internet com bastante facilidade", disse ele.

"Além disso, temos uma história muito mais longa lá. Aqui, ao mesmo tempo em que estamos fazendo propaganda do evento de Macau, estamos fazendo o marketing de todo um esporte. Nós não podemos forçar muito em uma direção sem a outra para fazer as pessoas se interessarem em vir para o evento."

Fischer foi uma das forças motrizes do crescimento da liga norte-americana de basquete (NBA) na China e contou que iria aplicar parte de sua experiência para ajudar a desenvolver o UFC na Ásia.

Assim como a liga de futebol americano dos EUA (NFL) e outros esportes importantes que esperam ganhar força na China, o UFC tem como alvo 19 grandes cidades em todo o país e Fischer disse que a estratégia sob medida está surtindo resultado.

"Mais que dobramos o conhecimento da marca UFC nas 19 principais cidades chinesas, passando de 25 por cento de conhecimento para 50 por cento", disse.

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