UFMT faz reserva de 50% de vagas para cotistas

O Conselho de Ensino e Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovou a implantação de cotas raciais e sociais na instituição a partir de 2012. A decisão foi tomada após reunião que durou cerca de seis horas. No final da votação, a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder disse que a decisão é "um fato histórico".

FÁTIMA LESSA, Agência Estado

31 Outubro 2011 | 21h13

Pela decisão ficou definido que do total de vagas da UFMT, 30% está destinado aos estudantes oriundos integralmente do ensino público, e 20% para negros que também tenham estudado integralmente em escolas públicas. A discussão a respeito das ações afirmativas começou na UFMT em 2002. Em 2003, uma resolução do Conselho Superior de Ensino (Consepe) criou sobrevagas em até 30% para brancos pobres (45% das vagas), negros pobres (45% das vagas) e indígenas (10% das vagas). A proposta nunca foi normatizada, com exceção do Programa de Inclusão Indígena (Proind).

Em março deste ano, a UFMT recebeu uma recomendação do Ministério Público Federal solicitando a imediata implementação do sistema de sobrevagas conforme a Resolução Consepe nº 110, de 10 de novembro de 2003. A questão das cotas divide a comunidade acadêmica e escolas do ensino médio. Professores e entidades estudantis fizeram manifestações durante a votação no Conselho. Após dez anos ocorrerá uma avaliação para avaliar o saldo e decidir pela continuidade ou não das cotas dentro da UFMT. A reitora não descartou que a partir de 2012 também sejam criadas 5% de sobrevagas. Dos 48 conselheiros que participaram da votação hoje, 32 foram a favor, 9 contra e seis se abstiveram.

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