Ultrapassamos São Vicente e Granadinas

Análise: Rafael Moraes Moura

REPÓRTER DE O ESTADO DE S.PAULO, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2011 | 03h02

Se na Copa do Mundo, as seleções dos países se enfrentam nos campos de futebol, o Relatório do Desenvolvimento Humano funciona como uma espécie de torneio de dimensões globais, com cada nação se esforçando rumo a melhores colocações na avaliação ancorada no tripé educação, saúde e renda.

Na Copa do Mundo da vida cotidiana, por assim dizer, em que o que vale é a realidade da população, a qualidade dos serviços e o funcionamento do Estado, o Brasil tirou nota 0,718, atrás de 83 países e à frente de outros 103 . Olhando para rabeira da fila, está melhor que Colômbia, China, e República Democrática do Congo, o pior lugar do mundo para se viver; olhando para frente, nosso IDH fica abaixo de Líbano e Líbia, que nos últimos anos viram seu sistema político entrar em colapso. Subimos uma colocação em relação ao ano passado, deixando para trás São Vicente e Granadinas, um país caribenho que tem metade da população de Taboão da Serra (SP) e uma economia voltada para a agricultura, com destaque para a banana.

O Brasil vem aperfeiçoando o "jogo" - as desigualdades estão diminuindo, os indicadores educacionais vêm melhorando, a expectativa de vida subiu -, mas os desafios são proporcionais à sua dimensão e suas pretensões no cenário mundial. E já que é para ficar no futebol, perdemos de lavada dos nossos rivais argentinos, 39 posições à nossa frente - único país da América do Sul, ao lado do Chile, com IDH considerado "muito elevado". Vai ser preciso pensar em táticas para alcançar Messi e companhia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.