Um mix quase ideal

Todo mundo discute se é melhor ter adversários fracos ou fortes na primeira fase: os fracos permitiriam tranquilidade e condicionamento; os fortes seriam o "batismo de fogo" que aumentaria a confiança para as fases seguintes. Eu acho que o grupo do Brasil é, como no penta em 2002, um mix quase ideal. Primeiro um fraco, Coréia do Norte; depois a Costa do Marfim, do craque Drogba, um dos melhores times africanos; e por fim um mais forte, Portugal, do insidioso gajo Cristiano Ronaldo. O grupo não é aparentemente simples como os de Alemanha e Itália nem aparentemente complicado como os de Argentina e França, para citar outros campeões. O Brasil tem todas as condições de passar - até por causa do estilo do time de Dunga, de mais pegada e contra-ataque, que sente dificuldades com equipes mais fechadas. Em 2006 a seleção também foi crescendo de produção, mas com adversários fáceis como Gana e Japão, e daí pulou para a difícil missão de bater a França do refinado Zidane. Hoje temos uma equipe menos técnica e menos badalada, capaz de tirar proveito desse ritmo gradual. Mas quem sabe a África do Sul não veja uma Copa menos tradicional, com times leves como Espanha e Holanda, em grupos favoráveis, surpreendendo? A graça é que não sabemos.

Daniel Piza, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

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