Um ônibus-discoteca movido a altas doses de cuba libre

A mais turística das baladas locais é uma experiência e tanto. Mas também há casas para dançar a típica cumbia

MARCUS LOPES, ESPECIAL PARA O ESTADO, CARTAGENA DE INDIAS,

22 de fevereiro de 2011 | 07h00

Nesta cidadezinha do Caribe, os visitantes literalmente embarcam na diversão noturna. Um dos programas mais tradicionais por lá é a chiva, ônibus-bar-discoteca que circula pelas ruas do centro histórico. Sim, são ônibus mesmo, no estilo daquelas jardineiras antigas, que só rodam à noite. Uma banda anima os passageiros, tocando rumba e a típica cumbia colombiana (para os não iniciados, fica difícil saber a diferença).

 

No trajeto, são distribuídas garrafas de rum e coca-cola, para uma cuba libre a bordo. Para embarcar nessa atração turística como poucas, que dura cerca de duas horas e termina com uma apresentação musical de grupos tradicionais na área das Bóvedas, nem é preciso procurar muito. As chivas passam na recepção de quase todos os hotéis, recolhendo os visitantes. A "passagem", com tudo incluído, custa a partir de 25 mil pesos colombianos (equivalentes a R$ 22).

 

Para dançar. Bares e cafés de Cartagena oferecem opções para todos os gostos, tanto no centro histórico quanto na parte nova, onde há um cassino. A cidade é considerada segura para caminhar à noite, mas você pode tomar um táxi - as corridas são bem baratas - e guardar o fôlego para a pista de dança. Só lembre-se de combinar o preço antes de entrar no veículo: os carros não contam com taxímetros.

 

Tomadas as precauções, é hora de cair na noite. Os colombianos são muito simpáticos e receptivos, lembram um pouco os brasileiros. Se quiser continuar no roteiro de Gabriel García Márquez, não deixe de ir ao Café Havana, um dos mais famosos, frequentado pelo escritor e por outras celebridades de passagem (leia-se o ator Benicio Del Toro e o artista plástico Fernando Botero). Localizado no bairro Getsemani, do lado externo das muralhas, é o endereço certo para quem quer requebrar ao som de salsa, rumba e cumbia. A música é ao vivo e o ambiente, naturalmente descontraído, fica animado à medida que mojitos e margaritas vão sendo servidos.

 

Outro boa opção é o Café Del Mar, sobre as muralhas, no central Santo Domingo. A grande vantagem é que as mesas ficam ao ar livre, tendo como pano de fundo o Caribe. À noite, a brisa marítima e as bebidas geladas são um bálsamo contra o calor sufocante da região, que não costuma dar trégua.

 

Quem busca algo mais no estilo boteco encontra sua turma na Plaza de Santo Domingo, onde se concentram bares muito frequentados pelos cartageneros e pelos universitários. Como as marcas locais de cerveja deixam a desejar, faça como eles e vá de destilados e coquetéis.

 

 

 

O que levar

 

Protetor solar, chapéu e óculos escuros

Cartagena fica perto da linha do Equador. Sinônimo de sol forte e temperatura alta (média de 30 graus)

Dinheiro vivo

Muitos lugares, não aceitam cartão. As casas de câmbio trocam reais (R$ 1 vale cerca 1.100 pesos), mas o dólar é a melhor opção

 

 

O que trazer

Guayabera

A camisa branca de linho e algodão é marca registrada do Caribe - até Lula usou

Esmeraldas

A Colômbia tem grandes jazidas. As lojas ficam perto da Plaza de Santo Domingo

Miniaturas de chivas

As jardineiras estão por toda a parte, feitas de gesso, barro ou madeira

 

 

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