'Um terço dos doentes ficará sem opção'

Para o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para Estudo da Obesidade, a decisão da Anvisa não é a ideal e um terço dos pacientes ficarão sem opção de tratamento.

O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2011 | 03h02

O que o senhor achou da decisão da Anvisa?

Tem um lado bom, de manter a sibutramina, e um ruim, de proibir os outros três remédios. Eles são necessários para cerca de um terço dos pacientes que não toleram bem a sibutramina. A retirada do mercado deixará esses doentes sem nenhuma opção.

A Anvisa alega que não há estudos que comprovem a eficácia desses três medicamentos.

Essas drogas estão no mercado há 40 anos. Quando foram aprovadas, o nível de exigência para as pesquisas clínicas era outro. Mas isso vale para todas as drogas aprovadas naquela época e não só para essas.

Como o senhor avalia a exigência de o paciente assinar um termo de responsabilidade?

Defendo um controle mais rígido, mas não concordo com essa medida, pois ela interfere na relação médico-paciente.

O senhor acha que a decisão ainda pode mudar?

Sim. O nosso temor é que a agência tome a decisão em duas etapas, para diminuir o impacto e a reação da comunidade científica. / F.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.