Um turrão bigodudo que desafiou o puritanismo

Antes de virar cerveja - e ilustrar o rótulo com seu perfil e imponente bigode - o escritor inglês Thomas Hardy (1840-1928) vivia às turras com o pudor vitoriano. Não deve ter sido fácil suportar uma época marcada pelo moralismo exacerbado e mulheres sufocadas por espartilhos. O alívio, ainda que temporário, talvez estivesse logo ali, no copo de cerveja. Longe do bar, porém, a crítica costumava recriminar o ''''excesso'''' de sexualidade na obra de Hardy. Sua literatura escandalizou muitos e influenciou autores como D.H. Lawrence - que deixaria os puritanos de cabelos em pé com O Amante de Lady Chatterley (1928). Ex-arquiteto, Hardy começou a escrever romances quando não encontrou quem publicasse seus poemas. Judas, o Obscuro (1895) é seu título mais importante. Já Tess D''''Urbevilles (1891) foi filmado por Roman Polanski, em 1979. Bem-sucedido na prosa, Hardy pôde então retornar à poesia. Da maneira como apreciava a bebida e repudiava o puritanismo, é provável que tivesse gostado de virar cerveja.

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2008 | 03h33

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