Uma aposta arriscada que vale a pena

Comprar um bom Bourgogne, principalmente tinto, é sempre uma aposta relativamente arriscada. A região é espetacular, faz alguns dos melhores do mundo, mas há altos e baixos consideráveis. É sempre preciso prestar atenção na safra (uma vez que o clima é incerto), na denominação e, principalmente, no produtor. E são normalmente caros. É muito difícil encontrar Bourgogne barato. Se for barato demais, desconfie. Aqui, vamos ficar com os mais simples.Veja também:Calvet Pinot Noir 2006Bourgogne Haut-Côtes de Nuits A. F. Gros 2005La Vignée Pinot Noir Bouchard Père 2007Couvent des Jacobin Louis Jadot 2006A Bourgogne é, ao mesmo tempo, simples e complicada. É simples no que diz respeito às uvas empregadas. Salvo exceções, o Bourgogne tinto é feito com a irrequieta e difícil Pinot Noir, e o branco, com a mais comportada e fácil Chardonnay. Nada de cortes, de misturas. Complicada no que diz respeito à geografia. Trata-se de uma faixa de terra relativamente estreita, com cerca de 50 km de comprimento e 0,5 a 1,5 km de largura. É a chamada Côte d’Or, porque os vinhedos são voltados para o Oriente), por sua vez dividida em Côte de Nuits e Côte de Beaune. Nas laterais, as genéricas Hautes Côtes. Chablis, Maconnais e Beaujolais são parte da região histórica, mas ficam fora da denominação de origem Bourgogne. O minifúndio é a regra, Os pequenos fazendeiros vendiam seus produtos aos comerciantes que engarrafavam e vendiam com seus nomes. Hoje, com a valorização da região, cresce o número de pequenos vinhateiros que fazem e vendem seus vinhos.

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