Uma sede de milênios

Os vinhedos de Bekaa são atuais, mas com raízes no tempo dos fenícios, babilônicos e romanos

Luiz Horta, blog.estadao.com.br/luiz-horta,

22 de abril de 2010 | 16h38

Baalbeck, Bekaa, Musar e Kefraya... Parece coisa de aventura de Tintim, de uma sala do Museu Britânico ou de desafio de palavras cruzadas ("mais antiga cidade ainda habitada do mundo, com seis letras ... Resposta: Biblos"). Nada disso. São nomes da remotíssima história dos vinhos na região do Líbano.

 

O país tem nada menos que 4 mil anos de vestígios vinícolas. E uvas autóctones, como as brancas Obaideh e Merweh. Conhecem? Também não, pois o Musar branco feito com elas infelizmente não está disponível no catálogo da importadora Mistral. Para compensar há vinhos dos dois mais destacados produtores, Musar e Kefraya, o que permitiu uma degustação relevante.

 

O Château Musar tinto é um ícone mundial. O grande vinho é um atrevido. Exige, logo de saída, que você tome posição, e é fácil detestá-lo. Tem aromas estranhos, rudes, agressivos. A primeira cheirada é um desafio: que é isto, afinal? Que está acontecendo na taça? Pouco a pouco, mostra frutas secas, estábulo arrumado, capim seco, aceto balsâmico. A acidez gostosa na boca mata a sede, seu equilíbrio aparece, sabe do que fala.

 

 

 

 

 

 

 

 

Château Musar 2002

Ch. Musar

Aroma com toque de balsâmico, muito animal, couro, caça selvagem. Um vinho masculino como uma sala de estar de clube inglês. Não é para todos, pede paciência, que compensa. Vinho de exceção

 

 

 

 

 

 

 

 

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