Umidade está boa para feijão e milho

Perspectiva para ambas as culturas é de boa produtividade. Por pelo menos 10 dias índice de água no solo será bom

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2009 | 03h43

O período foi marcado por chuvas intensas e distribuídas na maior parte do Estado, consequência da passagem de uma frente fria de forte intensidade chuvosa pelo Sudeste.

Apesar da nebulosidade, a temperatura máxima passou de 33 graus em Barretos, Ilha Solteira, Jaú, Jaboticabal, Piracicaba, Presidente Prudente e Votuporanga, enquanto a mínima ficou acima de 20 graus em todas as localidades.

A umidade do solo subiu em todo o Estado, alcançando o nível máximo de retenção em todas as localidades, com exceção de Ilha Solteira e Taubaté.

O excedente hídrico indica risco de erosão nas áreas sem plantio direto, curvas de nível e terraços. Este risco é ampliado nas áreas recém-semeadas.

Nas lavouras de milho, soja e feijão que já se estabeleceram, contudo, a elevação da umidade favorece o desenvolvimento das culturas e mantém a perspectiva de boa produtividade, assegurando o suprimento hídrico por 10 dias.

As pastagens também têm condições favoráveis, com produção abundante de matéria seca para o gado. Mas o mercado continua sendo a principal dificuldade para o pecuarista.

A chuva intensa e contínua voltou a prejudicar a colheita da batata em Vargem Grande do Sul, Divinolândia e Casa Branca, reduzindo a oferta do produto no mercado. Comparado com o fim de outubro, os preços subiram mais de 30%.

A chuva prejudicou a colheita da cana-de-açúcar, prevista para terminar em 15 de dezembro na maioria do Estado. Em parte das unidades a colheita deve se estender ao longo do verão, sem paralisação para o crescimento dos canaviais.

A continuidade da safra da cana na entressafra deve-se principalmente à necessidade de caixa e à elevada disponibilidade de matéria-prima nos fornecedores, por causa do atraso na colheita nesta safra.

CUSTOS

No verão o tráfego de máquinas no solo úmido e a colheita sob chuva elevam o custo da operação e comprometem o rendimento dos canaviais nas próximas safras, com redução da vida útil da lavoura.

O tempo úmido atrasou a colheita da uva niagara em Porto Feliz, onde os produtores tentam aproveitar os bons preços da fruta no início da safra.

*Fábio Marin

é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações

sobre tempo e clima, acesse

www.agritempo.gov.br

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