Mariana Bazo/Reuters
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Unasul vai manter suspensão do Paraguai até eleições, diz Equador

Bloco ratifica postura contra o governo que assumiu após a destituição de Lugo em questionado processo de impeachment

Reuters

30 de novembro de 2012 | 17h17

LIMA - O bloco de nações sul-americanas Unasul manterá o Paraguai fora do grupo até que sejam realizadas eleições gerais, em abril do ano que vem, ratificando sua postura contra o governo que assumiu após a destituição, em junho, do ex-presidente Fernando Lugo em um questionado processo de impeachment.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse à Reuters nesta sexta-feira, 30, em Lima que essa postura foi confirmada na reunião de presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). "O que se estabelece é que a Unasul mantém sua postura até as próximas eleições" de 2013 no Paraguai.

"O que a Unasul poderia fazer é analisar a possibilidade de participar com sua comissão eleitoral no processo eleitoral. Mas não vai reintegrá-lo até depois (do pleito)", acrescentou.

Após a destituição de Lugo, o governo do novo mandatário Federico Franco ficou praticamente isolado na região. Além da Unasul, o Mercosul também suspendeu os direitos políticos do Paraguai no bloco.

A pressão regional representa riscos potenciais para a complicada economia paraguaia, que depende dos portos de seus vizinhos Argentina, Brasil e Uruguai para o transporte e o abastecimento de bens e a exportação de seus produtos.

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